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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Personagens da História - Pancho Villa

"A humanidade sempre conviveu com tiranias, alguns pareceram que durariam pra sempre, mas sempre passaram, sempre. No fim só sobrevive o que é fundamentado na verdade e não há verdade sem liberdade!"

Dizem que a origem da carreira de bandido de Doroteo Arango, depois chamado Pancho Villa, teria começado por causa do abuso sofrido pela irmã. Verdade ou lenda, a trajetória desse bandoleiro e revolucionário mexicano fez dele um mito.

No início do século 20, no México, o povo vivia num estado de miséria extrema. Havia cerca de 840 grandes proprietários e 12 milhões os camponeses sem terra no país, que se alimentavam de exclusivamente de tortilhas de milho. Essa situação tornou-se insustentável e provocou a primeira revolução social do século 20: uma revolução mais rural que urbana, cuja influência nos países vizinhos foi marcante.

Nasceu em 1878, próximo à cidade de San Juan del Río. Aos 16 anos, foi acusado de matar um rico fazendeiro e alista-se no Exército para fugir às perseguições da Justiça.

No final de 1910, o revolucionário Francisco Madero arregimentou as mais diversas forças de oposição ao ditador Porfírio Dias. Entre os recrutados estava Pancho Villa, homem famoso na região de Dourado e Chihuahua, pelo seu passado de ladrão de gado e assaltante de bancos, figura muito popular entre os camponeses, que o admiravam como uma espécie de Robin Hood.

Madero é eleito presidente e assume o governo no ano seguinte. Em 1912, o general Victoriano Huerta, que logo depois tomaria o lugar do presidente, condena Villa à morte por insubordinação. Auxiliado por Madero, Villa consegue refugiar-se nos Estados Unidos. Com a morte de Madero e a instauração da ditadura de Huerta, volta ao México e integra as forças de Venustiano Carranza, que se opunha ao novo ditador.

Espalhados por todo o país, Venustiano Carranza, Pancho Villa, Álvaro Obregón e Emiliano Zapata combatem contra Huerta. Durante a guerra civil que se instala, Villa comanda a cavalaria com 40 mil homens, que tem papel fundamental na vitória sobre Huerta. Carranza assume o poder, mas se desentende com Villa, que volta à luta e domina o norte do país. Em 1916, o governo mexicano pede ajuda aos Estados Unidos e uma força expedicionária norte-americana tenta capturá-lo, sem sucesso.

A primeira operação de vingança contra os "gringos" foi violenta. Villa determinou que fossem fuzilados17 engenheiros texanos que estavam no México para reativar as minas do Estado de Chihuahua. Somente um sobreviveu. A opinião pública norte-americana ficou chocada, mas o presidente Woodrow Wilson negou-se a empreender um ato de represália.

Em 9 de março de 1916, porém, Pancho Villa atacou com 500 homens a pequena cidade americana de Columbus, situada na fronteira com o México. Então, o presidente Wilson ordenou que o general John Pershing fizesse uma expedição militar para punir o aventureiro. Desta forma, Villa tornou-se o primeiro inimigo dos Estados Unidos a ser caçado no exterior. O general Pershing levou atrás de Villa, aviões, veículos de combate e 4.800 homens, penetrando quase 480 quilômetros no território mexicano. Mas Pancho Villa estava bem escondido nos altos da Sierra Madre onde ninguém o encontrou.

Por fim, com o desgaste que a presença das tropas americanas trazia para ambos os países, e com a guerra européia, iniciada em 1914, os americanos retiraram seus soldados, que já eram cerca de 10 mil, do solo mexicano. A desocupação terminou no início de 1917. Três anos depois, Pancho Villa foi anistiado pelo governo e retirou-se para uma propriedade em Parral, onde foi assassinado.

Sua popularidade entre os mexicanos reforçara-se ainda mais depois do ataque a Columbus, pois viram-no, metaforicamente, além de ser uma espécie de "Robin Hood", o grande vingador das tantas derrotas passadas dos mexicanos frente aos poderosos "gringos", um símbolo da resistência nacional, alguém que ninguém conseguira colocar a mão, uma lenda, "un hombre". Seu nome acabou por tornar-se lenda entre os mexicanos. 

Jogo Rápido:

Nacionalidade: México

Nascimento: 1878

Morte: 1923

Causa: Villa foi anistiado em 1920 pelo governo, retirou-se para uma fazenda em Parral, onde foi vítima de uma emboscada e assassinado em 1923.

Função na História:

* Militar

* Um dos principais nomes da Revolução Mexicana, parte do processo de consolidação política do México.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Personagens da História - Chico Mendes

“No começo pensei que estivesse lutando para salvar seringueiros, depois pensei que estava lutando para salvar a floresta amazônica. Agora, percebo que estou lutando pela humanidade”.

Acreano de Xapuri, nascido em 1944, Chico Mendes (Francisco Alves Mendes Filho) foi líder seringueiro, sindicalista e ativista ambiental. Desde criança, dedicou-se à atividade de seringueiro, ajudando o pai. Em 1975, tornou-se secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, no Acre.

Em 1977, ajudou a fundar o Sindicato de Xapuri, cidade onde lutou ativamente contra o desmatamento e a exploração da terra. Nesse ano, foi eleito vereador, pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Por sua incessante luta em defesa da Amazônia, foi muitas vezes ameaçado de morte por proprietários rurais, que tinham interesse na exploração da mata selvagem.

No início dos anos 80, foi torturado e enquadrado na Lei de Segurança Nacional. Nessa época, foi um dos dirigentes do PT (Partido dos Trabalhadores). Em 1982, assumiu a presidência do Sindicato de Xapuri. Tentou uma vaga de deputado estadual pelo PT, mas foi derrotado nas eleições. Alguns governantes o acusavam de impedir o progresso do estado do Acre.

Em outubro de 1985, promoveu a criação do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS). Tornou-se um líder de âmbito nacional. Abraçou também a causa dos índios, que eram expulsos de suas reservas para que se implantassem projetos financiados por bancos internacionais.

Em 1987, Chico Mendes leva as denuncias sobre a devastação da floresta e a expulsão dos seringueiros ao Senado norte-americano e à reunião do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que ganham repercussão internacional. A partir de então os financiamentos internacionais aos projetos devastadores da floresta são suspensos, implantando-se as primeiras reservas extrativistas no Acre.

Chico Mendes recebeu vários prêmios e reconhecimentos, nacionais e internacionais, como o prêmio "Global 500" oferecido pela ONU, em 1987, em defesa da ecologia.

Com a instalação de uma unidade da UDR (União Democrática Ruralista) no estado do Acre, Chico passou a receber constantes ameaças de morte. Ele próprio denunciou fazendeiros que tinham intenção de matá-lo, e pediu garantias de vida aos governantes locais.

Apesar disso, continuou sua peregrinação por vários estados brasileiros, expondo sua tese “Em Defesa dos Povos da Floresta” em palestras, congressos e seminários. Participou da implantação das primeiras reservas extrativistas do estado do Acre e foi eleito suplente da direção nacional da CUT (Centra Única dos Trabalhadores).

Em 22 de dezembro de 1988, foi assassinado por capangas do fazendeiro Darli Alves da Silva, que já era suspeito de ter cometido outros crimes contra seringueiros e líderes sindicais. Dois anos após o crime, Darli e seu filho, Darci Alves Pereira, foram condenados a 19 anos de prisão. Em 1993, fugiram do presídio de Rio Branco, tendo sido recapturados em 1996.

Chico era casado com Ilzamar Mendes e tinha dois filhos, Sandino e Elenira. Após sua morte, Chico Mendes recebeu algumas homenagens no exterior. Nos E.U.A., foi produzido um documentário sobre sua vida, Chico Mendes: Voice of the Amazon, em 1989. No mesmo ano, o cantor e compositor inglês Paul McCartney incluiu a música How Many People?, dedicada à memória de Chico, no álbum Flowers in the Dirt.

Em 2007 foi criado o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia responsável pela gestão das unidades de conservação federais do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza.

Jogo Rápido:

Nacionalidade: Brasil (Acre).

Nascimento: 1944

Morte: 1988

Causa da Morte: Assassinato cometido por capangas do fazendeiro Darli Alves da Silva. Desde a metade dos anos 70, Chico Mendes já era ameaçado por proprietários rurais devido a sua incessante luta em defesa da Amazônia.

Função na História:

* Seringueiro, sindicalista e ativista ambiental brasileiro;

* Secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, no Acre (1975);

* Vereador, pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em 1977;

* No início da década de 80 foi um dos dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT);

* Criador do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), em 1985;

* Suplente da direção nacional da Centra Única dos Trabalhadores (CUT), em 1986;

* Recebeu em 1987, o prêmio "Global 500" oferecido pela ONU, em defesa da ecologia.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Personagens da História: Salvador Allende

“É difícil encontrar alguém com o espírito de luta, a coragem e a história de Allende. Ele foi um homem que, na verdade, teve o nome marcado na história: democraticamente a esquerda chegou ao poder, e pelas bombas foi apeada do governo”.
Senador Pedro Simon

Salvador Allende Gossens foi um médico e político marxista chileno. Fundador do Partido Socialista, governou seu país de 1970 a 1973, quando foi deposto por um golpe de estado liderado por seu chefe das Forças Armadas, Augusto Pinochet.


Allende foi o primeiro presidente de república e o primeiro chefe de estado socialista eleito democraticamente na América Latina. Seus pilares ideológicos foram o socialismo, o marxismo e a maçonaria. A partir destas convicções, foi muito respeitoso com todas as ideias políticas democráticas e com todas as confissões religiosas. Allende foi um revolucionário atípico: acreditava na via eleitoral da democracia representativa, considerava ser possível instaurar o socialismo dentro do sistema político então vigente em seu país.


Ao assumir a presidência, Allende tenta socializar a economia chilena, com base num projeto de reforma agrária e nacionalização das indústrias. A sua política, a chamada "via chilena para o socialismo", pretendia, segundo ele, uma transição pacífica, com respeito às normas constitucionais chilenas e sem o emprego de força, para uma sociedade de paradigma socializante. Nacionaliza os bancos, a parte das minas de cobre que restou em mãos privadas após as nacionalizações promovidas pelo ex-presidente Eduardo Frei Montalva, e várias grandes empresas - o Estado chileno chega a controlar 60% da economia - e passa a sofrer pesadas pressões políticas norte-americanas e de grupos de pressão criados no Chile pela CIA, como a organização terrorista Patria y Libertad, de orientação nacionalista-neofascista.


Em seu discurso de 21 de maio de 1971, falando sobre a meta e não apenas sobre a etapa, definiu o socialismo chileno como libertário, democrático e pluripartidário.


A pressão norte americana era grande, uma das razões diretas do fracasso da "via chilena para o socialismo" deveu-se a situação geopolítica mundial de então, de plena Guerra Fria, com os Estados Unidos envolvidos na Guerra do Vietnã, não podendo admitir o nascimento de um segundo regime socialista na sua área de influência, após Cuba. Nos anos de 70, na América do Sul inteira, apenas o Chile, a Colômbia e a Venezuela mantinham Estados de Direito, com governantes eleitos pelo povo. Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador e Uruguai, estavam tomados por regimes militares, muitos instalados, e todos apoiados, por Washington. Além disso, as nacionalizações e estatizações adotadas pela Unidade Popular feriram diretamente os interesses de grandes corporações americanas, dentre elas a então poderosa ITT, que passou a pressionar o governo Nixon "a tomar providências".


Rapidamente o governo norte-americano submeteu o Chile a um bloqueio econômico informal, que impedia o Chile de obter empréstimos internacionais ou bons preços para o cobre, o seu principal produto de exportação. Isso foi denunciado por Allende num dramático discurso na ONU. Os Estados Unidos adotaram a estratégia de sufocar gradualmente a economia chilena até que um levante das Forças Armadas pusesse fim a "via chilena para ao socialismo". Edward Korry, o embaixador norte-americano em Santiago, dizia: "não permitiremos que nenhuma porca e nenhum parafuso (americanos) cheguem ao Chile de Allende". O Chile, tradicionalmente dependente de importações dos Estados Unidos, passou a ver suas indústrias e suas frotas de caminhões, tratores, ônibus e táxis serem progressivamente paralisadas por falta de peças de reposição.


O Golpe!


A primeira tentativa de golpe resultou de uma aliança entre o Patria y Libertad e militares chilenos, quando essa organização se aliou a um setor do exército que ocupava altos postos através do Chile, num projeto - fracassado - que pretendia tomar de assalto o Palácio de La Moneda e derrubar o governo. A operação ficou conhecida como El Tanquetazo e foi realizada em 29 de junho de 1973. A inteligência do exército, então comandado pelo general constitucionalista Carlos Prats, detectou a tentativa de golpe e ele teve que ser abortado, não sem antes alguns tanques terem saído às ruas e se dirigido a La Moneda.


Em 2 de junho de 1973 a requisição de Allende, solicitando a instauração do estado de sítio, fora negada pelo Congresso Nacional, por 51 votos a 82.


O Povo, revoltado, clamava nas ruas de Santiago do Chile pelo fechamento do Congresso Nacional, aos gritos de: "a cerrar, a cerrar, el Congresso Nacional…". Diante disso, Allende fez um discurso, no qual chegou até a ser vaiado pela multidão:


“Faremos as mudanças revolucionárias em pluralismo, democracia e liberdade. Mas isso não significa, tolerância com antidemocratas, nem tolerância com os subversivos, nem tolerância com os fascistas, camaradas! Mas vocês devem entender qual é a real posição deste governo. Não vou, porque seria absurdo, fechar o Congresso. Não o farei. Já disse eu repito. Mas caso necessário, enviarei um projeto de lei de plebiscito para que o povo resolva esta questão.” Salvador Allende


Em setembro o cerco se fechou. O general Prats, de fortes tendências constitucionalistas, e que se recusava a participar de qualquer golpe militar, desacatado publicamente por uma manifestação de esposas de oficias golpistas diante de sua residência, se viu obrigado a renunciar a seu posto de Comandante em Chefe das Forças Armadas, e em 11 de setembro seu sucessor, o general Pinochet, um antigo homem de confiança de Allende, terminou com o que restava da democracia chilena, com ostensivo apoio dos Estados Unidos, as Forças Armadas dão um sangrento golpe de Estado que derruba o governo da UP. O general Prats foi assassinado pela DINA - a polícia secreta pinochetista - no seu exílio em Buenos Aires, num atentado à bomba.


Análise


Embora se declarasse marxista, Allende não seguia à risca os ensinamentos do filósofo do século XIX, e acabou isolado no poder. Segundo escreveu Moniz Bandeira em seu livro “Fórmula para o Caos”, que narra a experiência socialista do Chile: "a proposta da Unidade Popular estava destinada ao fracasso. Karl Marx dizia que o socialismo é inviável como via de desenvolvimento, sobretudo num país atrasado como o Chile, em que 70% da produção era de cobre e 70% dos alimentos tinham de ser importados. Era um país vulnerável, ainda mais na esfera de influência dos EUA. O projeto era inviável".


Versões sobre a morte


Havia duas versões aceitas sobre a morte de Allende: uma era que ele se suicidara no Palácio de La Moneda, cercado por tropas do exército, com a arma que lhe fora dada por Fidel Castro; a outra versão é que ele fora assassinado pelas tropas invasoras. Sua sobrinha Isabel Allende Llona era uma das que acreditam que seu tio fora assassinado, já a filha do Presidente, a deputada Isabel Allende, declarou que a versão do suicídio era a correta.


Allende foi inicialmente enterrado numa cova comum, num caixão com as iniciais "NN". Com o término da ditadura de Pinochet, Allende teve um funeral com honras militares, em 1990 no Cemitério Geral de Santiago.


Os restos mortais do ex-presidente do Chile Salvador Allende foram exumados a 23 de Maio de 2011 para determinar a causa da morte. A exumação foi ordenada pelo juiz Mário Carroza, na sequência de um pedido feito em representação dos familiares pela senadora Isabel Allende, filha do ex-presidente chileno, para determinar com "certeza jurídica as causas da sua morte". No dia 19 de Julho de 2011, a perícia realizada nos restos mortais do ex-presidente confirmou que sua morte fora ocasionada "por ferimento de projétil" e de "forma corresponde a suicídio".


Jogo Rápido:


Nacionalidade: Chile


Nascimento: 1908


Morte: 1973


Causa da Morte: Sempre houve dúvidas entre assassinato e suicídio. Após perícia realizada nos restos mortais em 19 de julho de 2011 foi constatado o suicídio.


Função na História:


* Político socialista marxista chileno.


* Primeiro presidente de república e o primeiro chefe de estado socialista eleito democraticamente na América Latina.


* Médico


* Fundador do Partido Socialista Chileno


* Presidente do Chile entre 1970 e 1973.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Personagens da História - Jean-Paul Sartre

"O homem não é a soma do que tem, mas a totalidade do que ainda não tem, do que poderia ter."


"O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós."


"Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos."


“O homem não é nada mais do que aquilo que faz a si próprio.”.


"A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota."



Jean-Paul Charles Aymard Sartre foi um filósofo, escritor e crítico francês, conhecido como representante do existencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel ativo na sociedade. Era um artista militante, e apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra.


Jean-Paul Sartre influenciou profundamente sua geração e a seguinte. Foi um mestre do pensamento e seu exemplo foi seguido por boa parte da juventude do pós-guerra, nas décadas de 1950 e 1960.


Sartre repeliu as distinções e as funções oficiais e, por estes motivos, se recusou a receber o Nobel de Literatura de 1964. Sua filosofia dizia que no caso humano (e só no caso humano) a existência precede a essência, pois o homem primeiro existe, depois se define, enquanto todas as outras coisas são o que são, sem se definir, e por isso sem ter uma "essência" posterior à existência.


O existencialismo sartriano procura explicar todos os aspectos da experiência humana. A maior parte deste projeto está sistematizada em seus dois grandes livros filosóficos: O ser e o nada e Crítica da razão dialética.


Sartre defende que o homem é livre e responsável por tudo que está à sua volta. Somos inteiramente responsáveis por nosso passado, nosso presente e nosso futuro. Em Sartre, temos a ideia de liberdade como uma pena, por assim dizer. "O homem está condenado a ser livre".


Sartre não nega por completo o determinismo, mas determina o ser humano através da liberdade, não somos, afinal, livres para não ser livres. Afinal de contas, não é Deus, nem a natureza, tampouco a sociedade que nos define, que define o que somos por completo ou nossa conduta. Somos o que queremos ser e sempre poderemos mudar o que somos. Os valores morais não são limites para a liberdade.


"Se um certo Jean-Paul Sartre for lembrado, eu gostaria que as pessoas recordassem o meio e a situação histórica em que vivi, todas as aspirações que eu tentei atingir. É dessa maneira que eu gostaria de ser lembrado." Essa declaração foi feita por Sartre durante uma entrevista, cinco anos antes de morrer. Na mesma ocasião, disse que gostaria que as pessoas se lembrassem dele por seu primeiro romance, "A Náusea", e duas de suas obras filosóficas, a "Crítica da Razão Dialética" e o ensaio sobre Jean Genet.


Sartre tentou ilustrar sua filosofia com ações traduzidas em diversos engajamentos políticos e sociais. Mais que qualquer outro filósofo, é necessário conhecer algo de sua biografia para captar o pensamento sartreano, um projeto desenvolvido em três horizontes: a filosofia, a literatura e a política.


Jogo Rápido:


Nacionalidade: França


Nascimento: 1905


Morte: 1980


Causa da Morte: Edema pulmonar


Função na História:


* Maior representante do Existencialismo.


* Filósofo


* Escritor


* Era um artista militante. Apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra.