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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Cidadão Kane

Fê Cunha



Depois de assistir Cidadão Kane pude ver os argumentos que fazem o filme ser considerado um dos mais importantes de todos os tempos. Ele deveria tornar-se uma espécie de “filme de cabeceira” para qualquer jornalista, onde o repórter age no sentido literário da palavra jornalista investigativo, horas repórter, confundindo-se com investigador, o que todo jornalista no fundo tem um pouco, juntando peças de quebra-cabeças que vão se costurando até chegar ao foco principal, decifrar o significado da última palavra menciona por Kane em seu leito de morte: "rosebud". Além disso, tem o lado midiático de Kane e seu sucesso, que passa a tomar conta do jornal, muitas vezes sensacionalista, que herdou do banqueiro que o “comprou” de sua família humilde, quando criança.

Mas voltando ao jornal, Kane atrai as estrelas dos veículos concorrentes com salários maiores e praticando um jornalismo agressivo consegue praticamente construir um império da mídia. Quando se casa com Emily Norton, sobrinha do Presidente, Kane se torna de vez um dos homens mais poderosos da América.


Após a tentativa é pela política, concorrendo a governador como candidato independente; Kane tem a vitória nas mãos, mas o outro candidato, Jim Gettys, traz a público um 'caso' de Kane com Susan Alexander, cujo escândalo provoca sua derrota. Logo a seguir, ele se divorcia de Emily Norton e casa-se com Susan, se isolando em palácio de Xanadu, do qual era dono.


Cidadão Kane foi um filme polêmico para a época, pois era possível identificar alusões ao magnata das comunicações William Randolph Hearst. E tudo isso em uma obra de 1941. Se hoje já há um impacto enorme quando é desmascarado algum tipo de “sujeira” por trás do sistema jornalístico mundial, imagine na década de 40, em anos tradicionalistas e cheios de regras sobre como se portar? Um personagem tão poderoso, esbanjado dinheiro e passando por cima de qualquer obstáculo, realmente era uma cartada audaciosa do autor da obra, Orson Welles.



Além de Cidadão Kane tratar de fatos jornalísticos e de ser um poderoso e dramático conto sobre o uso e abusos do dinheiro e do poder, ele ainda tem outras diversas qualidades do ponto de vista cinematográfico, usando artifícios inéditos para a época, mas isso fica para outro texto.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Uma Verdade Inconveniente

Texto Antigo

Estréia nos cinemas
Uma Verdade Inconveniente
Documentário busca mostrar a realidade e conscientizar a população

Fê Cunha

Na próxima semana chega ao cinema um documentário que promete mexer com a consciência dos telespectadores. Uma verdade inconveniente, traz o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, para explicar as causas de um problema que se agrava a cada ano, o aquecimento global.

O filme conta em detalhes os problemas ocasionados pelo efeito estufa, através de animações, gráficos, pesquisas, fotos e vídeos. Além disso, Al Gore usa sua experiência de trabalhos destinados ao meio ambiente, conseguindo conduzir o tema com extrema clareza. Usa amostras de experiências e fatos antigos, para traçar um paralelo com os dias atuais. Mostra como as geleiras se derretem (derretimento das calotas polares), faz uma projeção das mudanças geográficas e climáticas que vem ocorrendo nos últimos anos e também as previsões futuras, como os furacões que prometem ser cada vez mais constantes pelo mundo, a exemplo do Katrina que devastou Nova Orleans.

Todo o excesso de gás carbônico lançado na atmosfera faz Al Gore lembrar-se do próprio Estados Unidos, sendo o país que mais polui e foi um dos dois a não assinar o Protocolo de Kyoto, o outro foi a Austrália.

Mesmo com todas essas informações e catástrofes, o ex-vice-presidente americano apresenta o que todos nós mais queremos saber. Isso tem solução? Claro que tem! O documentário mostra que podemos reverter esse quadro negativo, existem saídas simples e possíveis. Soluções para controlar a emissão de gás carbônico são viáveis, basta a população se conscientizar, há pequenas ações que todos podemos fazer para minimizar o aquecimento global, para isso basta assistir Uma verdade inconveniente.
Como cita Al Gore no documentário, “a humanidade já se saiu bem de situações mais complicadas”